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o problema não é “fazer sentido”. problema é definir o que é esse “fazer”…

quanto pode um homem defrontar-se com o próprio tédio? obviamente, não se pode apreender o tédio como uma coisa que se pega e se olha de frente. defrontar-se sem desvios ocorre, não obstante, de modo oblíquo. assim: quanto, evitando o desvio e o recalque, pode um homem circundar o próprio tédio, rondá-lo, amá-lo? como pode o homem suportar seu próprio tédio, inquieto e vácuo(, que não permite, pois, perguntas e respostas em eco)?

o tédio parece a via mais insistente à angústia. em termos sonoros, é defasagem gradual: descompasso do homem em relação ao porvir, que se desembesta em mudez.

cumpre determinar ainda se, uma vez que o tédio abre a angústia, pode-se, partindo dele, encontrar a alegria, sustentáculo (ou lida?) da angústia.

de qualquer modo, invarialmente não evitá-lo: amor fati.